One Man Army

kd

Incógnita. Essa é a palavra que define o Oklahoma City Thunder na sequência dos Playoffs da temporada 2012/2013 da NBA. Após a devastadora lesão de Russell Westbrook, que deixou o principal armador do time de fora de toda a fase de mata-mata, o principal adversário ao Miami Heat na busca do troféu dourado não parece ser mais tão forte. Apesar de estar sem sua segunda estrela, o time lidera confortavelmente a série contra o Houston Rockets, e precisa de apenas uma vitória para garantir sua vaga nas Semifinais da Conferência Oeste.

Mas após a primeira rodada, o time enfrentará o vencedor da maravilhosa série entre Los Angeles Clippers e Memphis Grizzlies. E é aí que o fator Kevin Durant versus uma grande defesa entrará em questão. Será Durant capaz de liderar praticamente sozinho seu Thunder na próxima série? Vamos usar os nossos amiguinhos que nunca erram e dizem a verdade não importa a quem doer: os NÚMEROS. Contra qual defesa Kevin Durant tem maior sucesso? Qual delas terá maiores condições de diminuir a produção de KD, e assim praticamente neutralizar o Trovão?

Los Angeles Clippers

clips

Kevin Durant chutando contra o Clippers

Kevin Durant reza, ora, pede com toda a sua fé que o Clippers seja seu adversário. Foi contra esse time que KD foi mais eficiente na temporada. Em 3 confrontos, Durant teve médias de 38 pontos por jogo, chutando 46% de quadra, 50% da linha dos três e 89% da linha do lance livre – detalhe: KD foi a linha 14 vezes por jogo em cada uma das três partidas. Tanto sucesso se dá às constantes mudanças no sistema defensivo do time da Califórnia: Zona, Individual, Zona Matchup (dá-lhe Eduardo Agra!) são constantemente usadas e trocadas pelo Clippers para tentar confundir o ataque, o que dá a KD a chance de chutar de diferentes posições da quadra o tempo inteiro, e entrar bastante no garrafão em jogadas de pick-and-roll, o que lhe deu muitas oportunidades de lances livres em todos os jogos.

Mas é aí que Russell Westbrook faz falta. KD e RW0 revezavam no ataque à área pintada da quadra, o que dava a Durant chutes livres na linha dos três. Quando Durant infiltrava, a preocupação com Russell era constante, o que dava a KD certa liberdade para chegar à cesta. A opção? Fazer faltas, o que levava Kevin inúmeras vezes à linha do lance livre. Outro motivo pelo qual Westbrook faz falta: ele teve médias de 26 pontos e 8 assistências em cada um dos 3 jogos. Ninguém no Thunder tem a consistência pra fazer isso em possíveis 6 ou 7 partidas. Será preciso um esforço em conjunto de Kevin Martin, Thabo Sefolosha, Derek Fisher e outros. Mas com a bola nas mãos de Kevin Durant em 63,3% das posses de bola nos dois jogos sem Westbrook (via NBA.com), quando e como esses jogadores serão efetivos?

Memphis Grizzlies

griz

Kevin Durant chutando contra o Grizzlies

Kevin Durant terá problemas, muitos problemas, caso enfrente o Memphis Grizzlies. Durante a temporada, nos três confrontos entre eles, o jogo de perímetro de KD, um dos seus pontos fortes, foi praticamente anulado pela espetacular defesa do time de Memphis. Restou a Durant as infiltrações no garrafão, onde ele teve enorme sucesso, o motivo de seu FG% ser na verdade melhor do que nos jogos contra o Clippers – porém KD foi muito mal da linha dos três pontos, muito diferente dos confrontos contra o time de Los Angeles.

É aí que estar sem Russell Westbrook tem um impacto muito maior do que na outra série. O ataque no garrafão era dividido entre os dois. Russell e Kevin criaram uma jogada simplesmente imarcável: um pick-and-roll entre os dois, o que criava tanto chutes de fora como cestas fáceis na parte pintada da quadra para o camisa 35. Embora Westbrook não tenha chutado bem contra o Grizzlies (apenas 38%), suas infiltrações sempre são preocupações da defesa. E Durant enfrentará sozinho uma das melhores defesas contra o pick-and-roll em toda a NBA. Zach Randolph e Marc Gasol formam uma verdadeira muralha depois do PnR. Sem um dos melhores jogadores ofensivos nessa jogada ao lado, Durant tem a dificílima tarefa de conseguir chutes e passes com dobras da marcação adversária chegando o tempo inteiro, já que o Thunder não terá nenhuma grande ameaça ofensiva além de KD (Memphis poderá viver tranquilamente com bolas de 3 de Derek Fisher aqui e ali e alguns chutes de média distância de Serge Ibaka). O desafio será equilibrar chutar muito (o que Durant terá que fazer sem RW perto) e saber fazer os passes certos na hora certa, o que não é um dos pontos fortes do craque do time de OKC, diga-se de passagem.

Então o desafio está lançado: será que Kevin Durant consegue, praticamente sozinho, liderar o ataque do Thunder contra duas grandes defesas, entre as melhores da NBA? Sem Russell Westbrook, o time perde muitas opções de rotação, jogadas e alternativas, já que o camisa 0 não estará com a bola na mão. Hora de ver se Durant será o fator decisivo, ou se será engolido por grandes barreiras defensivas. Aguarde cenas dos próximos capítulos. Mas nunca se esqueça de uma coisa: Kevin Durant ainda está jogando. E isso pode ser muito mais importante do que qualquer falta de jogadas ou alternativas. Às vezes o puro talento engana os puros números.

PBT Extra: Talking Lakers disaster, biggest positive surprise

Republicação de ProBasketballTalk:

People love a good train wreck. And there may be no more apt description of the Lakers right now.

Kay Adams and I talk what is wrong with the Lakers — well, we could have gone on for a full hour but we kept it short. Topics include Mike D'Antoni, Dwight Howard, Pau Gasol, Kobe Bryant and how much of this debacle should be blamed on management.

Leia mais… 40 mais palavras

Os Uniformes Fantasmas dos Não-Campeões

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Como todos já sabem, New England Patriots e Atlanta Falcons não confirmaram seus favoritismos jogando em casa e verão o Super Bowl do sofá. E como todo bom departamento de marketing, os dois times fizeram belíssimos artigos que comemoravam seus possíveis títulos de conferência. Mas, com os resultados do domingo, tudo vira memória…

Abaixo, alguns dos artigos feitos por Patriots e Falcons para comemorar os títulos que eles não conquistaram.

NOTA IMPORTANTE: Não dá pra você comprar, obviamente. Pena. São bonitos.

 phanton

Prévia: AFC Championship – New England Patriots vs Baltimore Ravens

afc championship

The Avengers. Bom nome pra um filme, inclusive existe um filme com esse nome (Os Vingadores, em português. Muito bom, diga-se de passagem). Mas o nome Avengers ou Vingadores também pode ser perfeitamente aplicado ao Baltimore Ravens. O time viaja de novo para Foxborough, Massachusetts, e tenta a revanche contra o New England Patriots, que bateu o próprio Ravens há um ano na mesma fase dos Playoffs: a final da AFC. Quem ganhar, representa a Conferência Americana de Futebol Americano na finalíssima da temporada, o Super Bowl XLVII.

Números dos Ataques e das Defesas durante a temporada regular

ESTATÍSTICA/TIME PATRIOTS RAVENS
Jardas Aéreas (Ataque) 291,4 jds/jogo (4º melhor) 233,7 jds/jogo (15º melhor)
Jardas Corridas (Ataque) 136,5 jds/jogo (7º melhor) 118,8 jds/jogo (11º melhor)
Jardas Aéreas (Defesa) 271,4 jds/jogo (29º melhor) 228,1 jds/jogo (17º melhor)
Jardas Corridas (Defesa) 101,9 jds/jogo (9º melhor) 122,8 jds/jogo (20º melhor)

As circunstâncias e clima do jogo são bem parecidos com o da final do ano passado: New England chega como favorito, joga em casa, com Tom Brady em mais uma grande temporada, de novo sem Rob Gronkowski, contra um Ravens que vem com uma forte defesa e um ataque rápido e explosivo, capaz de surpreender em Foxboro. Quais as chaves para cada time na estrada para New Orleans?

ph Chaves para o jogo: New England Patriots

Jogo corrido, Shane Vereen: Todo mundo sabe o quanto Tom Brady é talentoso, inteligente e preciso no ataque aéreo. E todo mundo sabe que essa é a grande força, a base do ataque de New England. Os números mostram que o ataque Patriota é o 4º melhor da liga, durante a temporada regular. Mas outro ponto forte surgiu na Nova Inglaterra em 2012: o jogo corrido. Ineficiente desde 2004, o ataque terrestre dos Patriots era quase nulo, e não botava medo em nenhuma das defesas adversárias. A coisa mudou: Stevan Ridley e Shane Vereen revolucionaram o jogo do time pelo chão, e transformaram a equipe na 7ª melhor correndo com a bola. Tom Brady agradeceu, e lançou uma de suas melhores temporadas dos últimos anos.

No jogo de domingo, o ataque terrestre do Patriots será essencial de novo. Pode ser o grande diferencial, já que a defesa de Baltimore virá bem preparada para tentar conter Brady Boy. O problema é que o time sofreu as baixas de Danny Woodhead e Stevan Ridley, os destaques do time até agora. Ambos devem ter atuação bem limitada, isso se jogarem. Com isso, a bola será colocada nas mãos de Shane Vereen. Sem problemas: Vereen mostrou que está pronto para o combate. Foram 124 jardas totais contra os Texans no último domingo. Além de correr bem com a bola (quase 6 jardas por tentativa), Vereen se tornou o 3º alvo favorito de Brady no jogo, recebendo 6 bolas para 83 jardas e 1 TD. Vereen traz a versatilidade ao ataque de New England, que o time precisará, e muito, contra a temida defesa dos Ravens.

Defense! Defense! Defense! O famoso grito pela defesa nos estádios e ginásios americanos será ouvido com força no Gillette Stadium. A defesa dos Patriots será fundamental no jogo. Afinal, ninguém vai esquecer o que Joe Flacco fez contra o Denver Broncos: um touchdown de 70 jardas a 40 segundos do final do jogo, para empatar e levar a partida para a prorrogação, vencida pelos Ravens em duas prorrogações. Por isso, a secundária de New England se posicionará um pouco mais recuada. Blitzes dos CBs e Safeties serão raridade, já que Flacco tem braço para lançar uma bomba a qualquer momento.

O Front Seven da equipe também precisará ser forte. Pressionar Joe Flacco e impedir boas corridas de Ray Rice são passos importantes para a vitória. Assim, os lançamentos longos de Flacco serão não apenas esporádicos, mas uma tendência, e isso é ruim pra qualquer QB, já que a defesa aérea de New England é muito forte na Redzone, e intercepta passes.

rh Chaves para o jogo: Baltimore Ravens

Ray Rice: Um dos melhores running backs da NFL, Rice terá que provar isso em Foxboro. Enfrentando uma linha defensiva que é forte contra o jogo corrido, o camisa 27 de Baltimore terá que fazer o melhor jogo possível para dar a Joe Flacco a segurança no passe. Veloz, explosivo e inteligente, Rice tem grandes chances de ser um dos diferenciais do jogo. Não só no jogo corrido, mas também recebendo passes curtos, surpreendendo a defesa e abrindo grandes espaços, verdadeiros buracos na defesa dos Patriots.

Ray Lewis: Um dos melhores linebackers da história da NFL se aposentará após o final da temporada. Hoje poderá ser o último jogo, assim como nas duas semanas anteriores. E Lewis tem jogado como se fosse o último dia de sua vida. Mesmo ainda não 100% recuperado da lesão no tríceps, o camisa 52 tem 30 tackles, liderando seu time e todos os outros times nessa pós-temporada. Ray ainda tem um tabu pessoal a quebrar hoje: Tom Brady é o ÚNICO QB que Lewis nunca interceptou ou sackou quando enfrentou um QB pelo menos 5 vezes na carreira. Hoje é a última oportunidade para Ray fazer isso. Alguém aí duvida que ele entra motivado pro jogo?

O Jogo:

Será um dos melhores da temporada, sem dúvidas. Um ataque impressionante contra uma das grandes defesas da NFL. Tom Brady buscando seu sétimo Super Bowl, e o 4º título. Ray Lewis buscando prolongar sua carreira por mais um jogo: O JOGO. Todos os ingredientes estão na mesa. Basta apreciar mais um dos grandes encontros da história. Quem leva? Ravens. Sim, torcedor de Baltimore. Você verá seu grande ídolo jogar o Super Bowl e encerrar sua carreira no maior palco do futebol americano.

Placar: BALTIMORE RAVENS 38 – 34 NEW ENGLAND PATRIOTS

Prévia: NFC Championship – Atlanta Falcons vs San Francisco 49ers

nfc championship

Domingo, 20 de janeiro de 2013. Seis da tarde. Georgia Dome, Atlanta, Georgia. Atlanta Falcons. San Francisco 49ers. Data, horário, local e integrantes de um dos possíveis grandes jogos de toda a temporada. Os dois melhores times da Conferência Nacional de Futebol Americano colidirão no jogo decisivo, que definirá qual dos dois times representará a Conferência Azul no Super Bowl XLVII, em New Orleans.

Dois estilos de jogo totalmente diferentes. Dois QBs de escolas totalmente distintas. Duas defesas também diferentes. Um confronto de extremos. Uma das melhores Finais da NFC dos últimos anos, com todo o potencial para isso. Atlanta tem até agora 14 vitórias e 3 derrotas, incluindo os Playoffs. San Francisco tem 12 vitórias, 4 derrotas e 1 empate. Ambos jogaram em casa na semana passada. E o Falcons, por ser o time de melhor campanha durante a temporada regular, tem a vantagem do mando de campo na decisiva do domingo.

Números dos Ataques e das Defesas durante a temporada:

ESTATÍSTICA/TIME

Atlanta Falcons

San Francisco 49ers

Jardas Aéreas (Ataque)

281,8 jds/jogo (6º melhor)

206,1 jds/jogo (23º melhor)

Jardas Corridas (Ataque)

87,3 jds/jogo (29º melhor)

155,7 jds/jogo (4º melhor)

Jardas Aéreas (Defesa)

242,4 jds/jogo (23º melhor)

200,2 jds/jogo (4º melhor)

Jardas Corridas (Defesa)

123,2 jds/jogo (21º melhor)

94,2 jds/jogo (4º melhor)

De novo, assim como na rodada Divisional, o Falcons enfrenta uma fortíssima defesa, tanto pelo ar quanto pelo chão, com uma secundária capaz de interceptar passes e forçar turnovers. E de novo, assim como na rodada Divisional, o 49ers enfrenta uma defesa que cede várias jardas, aéreas e corridas, mas que tem um front seven muito forte. Quais são as chaves para cada time?

fh Chaves do Jogo: Atlanta Falcons

Passes curtos e corridas efetivas: Assim como no jogo do domingo passado contra o Seattle Seahawks, o time de Atlanta enfrenta uma defesa forte na secundária, que pode interceptar passes longos. Apesar de ter atléticos e explosivos recebedores, Roddy White e Julio Jones, Matt Ryan não pode focar seu jogo nas Big Plays, com passes de 20 jardas a cada snap. Em vez disso, é fundamental que Matty Ice use e abuse de seus TEs e RBs. Isso fica fácil quando seu TE é o melhor da história (Tony Gonzalez). Os dois Running Backs, Jacquizz Rodgers e Michael Turner, recebam bem a bola nos passes curtos para abrir espaço na defesa e dar um fôlego extra a Ryan.

E claro, Rodgers e Turner precisam correr bem com a bola. Algo que os dois fizeram no jogo contra o Seahawks. Combinados, os dois correram para 162 jardas em 24 tentativas. Isso fez com que Ryan lançasse menos a bola (35 tentativas), completasse mais passes (24, 14 deles para menos de 15 jardas) e pudesse acionar seus receivers na hora certa para os passes longos. Se Ryan tiver o mesmo “refresco” contra o Niners, terá tempo e calma para fazer o que mais sabe: touchdowns longos em momentos cruciais.

Defesa pronta para Kaepernick: A maior preocupação da defesa de Atlanta deverá ser com o QB adversário, Colin Kaepernick. O time defensivo de Atlanta foi muito bem no domingo, transformando Russell Wilson em Pocket Passer. Mesmo que o braço de Wilson tenha funcionado, e muito bem, ele não teve muitas oportunidades de colocar seu jogo corrido, uma de suas forças, para funcionar. Foram apenas 7 tentativas para 60 jardas, muito por causa do trabalho do Front Seven de Atlanta. A linha defensiva e os linebackers estavam prontos para impedir as corridas, o que dificultou muito o jogo do time de Seattle, que é baseado na Option Offense, na qual o QB tem liberdade de correr ou passar a bola, com proteção da linha ofensiva.

Contra os 49ers, a tática deve ser a mesma. Colin Kaepernick foi sensacional contra o Green Bay Packers, correndo para 181 jardas e 2 TDs, usando a Option Offense. É isso que ele está pronto para fazer contra a defesa dos Falcons. Por isso, a linha ofensiva e os linebackers tem que repetir o que fizeram contra Wilson e os Seahawks: forçar Kaepernick a passar a bola. Se ele é capaz de lançar touchdowns fora de casa, em uma final de conferência, atrás no placar, com pressão, é algo que precisa ser descoberto. Potencial ele tem. Mas ele já mostrou o que pode fazer no chão. Se Atlanta pará-lo nas corridas, o trabalho ficará bem mais tranquilo, já que a única preocupação pelo chão será Frank Gore. Na secundária, Asante Samuel e sua trupe estarão prontos para interceptar Kaepernick se esse for forçado a passar a bola.

nh Chaves do Jogo: San Francisco 49ers

Linha Ofensiva, Frank Gore, Receivers : Talvez a Linha Ofensiva seja a maior chave do jogo dos Niners. Se a OL do time for capaz de proteger Colin Kaepernick e abrir espaço para ambos passe ou corridas, a chance de vitória aumenta consideravelmente. Formada por homens atléticos e fortes, a Linha Ofensiva de SanFran acabou com os defensores dos Packers. E o botão repeat tem que estar ligado: é essencial impedir a pressão dos linebackers adversários para que o jogo corrido funcione. Se isso acontecer, é só usar o jogo aéreo com consciência e a vitória está próxima.

Frank Gore e os recebedores também serão fundamentais no jogo. Gore, que correu para 116 jardas em 23 tentativas contra os cabeças-de-queijo, precisa de um jogo parecido no domingo, já que correr bastante e efetivamente cansa a defesa adversária. E FG21 também precisa ir bem recebendo a bola, já que ele tem sido o terceiro alvo favorito de Colin Kaepernick desde que ele se tornou QB titular. Os dois principais alvos de Kaepernick, Michael Crabtree e Vernon Davis serão importantíssimos se o jogo corrido for parado pela defesa de Atlanta. É na direção deles que os passes de Kaepernick e os olhos e corpos da secundária dos Falcons estarão apontados; os dois tem jogado muito, e tem que atuar muito bem de novo se quiserem jogar o Super Bowl.

Old-School Defense: Pra quem gosta da NFL das antigas, assistir a defesa do San Francisco 49ers é um colírio para os olhos: pressão no QB, luta física e secundária que intercepta passes na Redzone. E manter esse estilo defensivo é essencial para o sucesso de SanFran: pressionar Matt Ryan e forçá-lo a tentar passes longos pode gerar interceptações em ótimas posições de campo para que o ataque flua melhor. E parar o jogo corrido de Michael Turner e Jacquizz Rodgers é o passo a ser tomado para que a pressão em Matty Ice seja efetiva. Com a linha defensiva saudável de novo, a unidade de defesa dos 49ers é possivelmente a melhor da NFL, e pressionará Ryan do início ao fim.

O Jogo: 

Será físico, disputado, intenso. Por causa da força dos ataques, vários pontos deverão ser marcados, com no mínimo 30 para o vencedor. Mas o trabalho das defesas no final do jogo será o ponto decisivo. Quem for mais intenso defensivamente, leva o jogo. Atlanta, apesar de jogar em casa, não é o favorito para a vitória. SanFran é, e com a atuação de Colin Kaepernick no sábado passado, parece mais ainda. Mas confie em Matt Ryan, torcedor de Atlanta. Ele vai levar seu time ao Super Bowl.

Placar: SAN FRANCISCO 49ERS 27 – 34 ATLANTA FALCONS

Final em números: NFC Championship

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Atlanta Falcons e San Francisco 49ers se encontrarão no primeiro dos dois jogos de final de conferência no domingo, às 18h. Aqui, oito estatísticas que você precisa saber para assistir ao jogo.

1. Olho no número UM

Times com a melhor campanha da conferência entrando nos Playoffs tem 6 vitórias e 0 derrota em finais de conferência nas últimas 7 edições dos Playoffs (2006-2012). O último a perder foi o Pittsburgh Steelers de 2004, que perdeu para o New England Patriots por 41-27.

2. Falcons em sequência

Os Falcons ganharam 4 jogos seguidos contra os 49ers, dois deles com Matt Ryan como quarterback titular (45-10 em 2009 e 16-14 em 2010).

A última derrota do Falcons para o 49ers foi em 2001, com placar de 37-31, uma das duas derrotas na prorrogação que eles sofreram contra o 49ers naquela temporada.

3. Rapidamente de Volta

O técnico dos 49ers, Jim Harbaugh, é o quarto técnico a alcançar a final da AFC ou da NFC em suas duas primeiras temporadas como técnico na NFL.

Os outros três foram George Seifert, Barry Switzer e Rex Ryan.

Ryan é o único dos 3 que não chegou ao Super Bowl em pelo menos uma das duas oportunidades.

4. O Impacto de Kaepernick no chão

Colin Kaepernick tem uma média de 8,7 jardas por corrida, a melhor entre qualquer QB com pelo menos 30 tentativas de corrida (incluindo a pós-temporada) nessa temporada.

Incluindo os Playoffs, os Falcons cederam 8,9 jardas por corrida aos quarterbacks adversários nessa temporada, a PIOR média defensiva da NFL em 2012/2013.

Em duas oportunidades os Falcons foram engolidos por Cam Newton, QB do Carolina Panthers, nessa temporada. Newton correu para 202 jardas e dois touchdowns em 18 tentativas contra os Falcons nos dois jogos.

5. O valor de Michael Crabtree

Desde quando Kaepernick tornou-se o QB titular na Semana 11, Michael Crabtree é o quinto melhor recebedor da liga com 50 recepções, o quarto melhor da liga com 714 jardas recebidas e o segundo melhor com 7 TDs.

Entre as Semanas 1-10 Crabtree foi o 41º melhor recebedor, com um total de 51 passes tentados EM SUA DIREÇÃO, não apenas recebidos.

6. Lar, Doce Lar, Matt Ryan

Combinando temporada regular e Playoffs, Matt Ryan tem 34 vitórias e 6 derrotas como titular em casa em toda a sua carreira. Seu aproveitamento de 85% é o segundo melhor entre todos os QBs cujas carreiras começaram na Era Super Bowl.

O único QB com melhor aproveitamento: Tom Brady dos Patriots (86 vitórias, 15 derrotas, 85,1% de aproveitamento).

Outra estatística pra ficar de olho sobre Ryan: Ele completou 70 por cento de seus passes nos últimos 2 minutos de cada tempo nessa temporada.

Nas 4 temporadas anteriores, Ryan completou apenas metade (50%) dos passes nos últimos 2 minutos do 2º ou 4º quartos.

7. “Matty Ice” não é só o quarterback

Se a última jogada da partida de domingo terminar em um field goal, é em Matt Bryant, kicker dos Falcons, que se deve confiar para converter o FG.

Bryant venceu o jogo nos segundos finais da partida da rodada Divisional contra o Seattle Seahawks.

Bryant converteu 17 dos 18 chutes de field goal para empatar ou virar jogos nos últimos 2 minutos do 4º período ou da prorrogação em sua carreira.

Um desses chutes foi o de 43 jardas, a 2 segundos do final, que venceu o último encontro entre Falcons e Niners, em 3 de outubro de 2010. O aproveitamento em FGs decisivos de 94% de Bryant é O MELHOR entre TODOS os kickers que chutaram pelo menos 15 desses field goals na NFL desde 1970.

8. Equilíbrio, equilíbrio e mais equilíbrio

Mais de 10.000 simulações de resultados foram feitas por computadores da AccuScore, da ESPN americana. O vencedor teria que ser decidido no cara-e-coroa. Os 49ers venceram em 50,1% das simulações. Os Falcons triunfaram em 49,9% das simulações.

Artigo traduzido do Blog Stats & Info, da ESPN americana. Leia AQUI o artigo original.

Final em Números: AFC Championship

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Tá chegando a hora!

A Final da AFC no domingo terá um toque familiar. Baltimore Ravens e New England Patriots farão uma dupla revanche de um jogo da temporada regular (vitória do Ravens) e a Final da AFC do ano passado (deu Patriots).

Aqui, oito estatísticas e números que você precisa saber para assistir ao jogo.

1. A Revanche

Esta será a primeira vez que dois times se enfrentam em finais de conferência em temporadas consecutivas desde que Dallas Cowboys e San Francisco 49ers se enfrentaram 3 vezes seguidas entre 1992 e 1994.

É a primeira vez que times da AFC se enfrentam seguidamente na final da conferência desde que Cleveland Browns e Denver Broncos também se colidiram dois anos consecutivos, em 1986 e 1987.

2. Vantagem do Mando de Campo

Tom Brady tem uma campanha de 86 vitórias e 15 derrotas na carreira como titular em casa (incluindo pós-temporada).

Entre os quarterbacks que começaram suas carreiras na “Era Super Bowl” que atuaram pelo menos 20 vezes como titulares em casa, Brady tem o melhor aproveitamento (85,1%).

O quarterback do Ravens Joe Flacco é o quarto com melhor aproveitamento em casa (35 vitórias, 7 derrotas, 83,3%).

3.O  Valor de Gronk

Os Patriots jogarão sem Rob Gronkowski, que quebrou seu braço esquerdo na vitória de domingo contra o Houston Texans.

Patriots com Rob Gronkowski dentro/fora de campo na temporada de 2012

Dentro Fora
% de passes completos 65.7 58.4
Jardas por jogada 6.0 5.4
TD-INT 23-3 11-6

Pelos números da tabela acima, houve uma diferença significante da atuação no ataque com e sem Gronk, mesmo que a ausência dele não tenha sido um problema no jogo contra os Texans, no domingo.

4. Vantagem de Jogar Fora de Casa

Joe Flacco não é ruim na estrada. As suas 5 vitórias fora de casa estão empatadas com as de Eli Manning como o maior número de triunfos fora de casa por um quarterback titular.

De fato, as 8 vitórias dos Ravens fora de casa nos Playoffs são superadas apenas por dois times: Green Bay Packers (10) e Dallas Cowboys (9).

5. Bons nomes, Lista ruim

John Harbaugh tem 0 vitória e 2 derrotas em finais da AFC. Ele pode se tornar o quinto técnico a perder nas primeiras 3 aparições em finais de conferência.

Os outros: John Madden, Chuck Knox, Marty Schottenheimer e Andy Reid.

6. O Braço de Flacco

Joe Flacco completou 8 de 12 passes de 20 jardas ou mais, para 324 jardas, 3 touchdowns e nenhuma interceptação nos Playoffs, incluindo o touchdown que empatou o jogo no último minuto do último quarto no sábado em Denver.

Durante a temporada, Flacco completou 37 por cento dessees passes para 7 touchdowns, e teve mais passes tentados sem interceptação (81) do que qualquer outro quarterback.

7. O Efeito Ray Lewis

Ray Lewis lidera o Ravens nessa pós-temporada com 30 tackles. Os Ravens permitiram que o QB adversário completasse apenas 49% de seus passes quando este era pressionado por 5 defensores JUNTO com Ray Lewis.

Sem Lewis, os QBs adversários completaram 65% de seus passes contra o mesmo tipo de pressão da defesa de Baltimore.

8. Quatro é o Número Mágico

Os Ravens terminaram na 4ª posição da AFC nessa temporada.

Os times que chegaram às finais de conferência com essa classificação venceram 6 dos 7 jogos na história dos Playoffs, incluindo uma vitória do próprio Ravens em 2000. Naquele ano, eles venceram o Super Bowl XXXV contra o New York Giants.

Artigo traduzido do Blog Stats & Info, da ESPN americana. Leia AQUI o original.

[Coluna SpinBallNet] PREVIEW – Packers @ 49ers

packers niners

Está chegando a hora de conhecermos o melhor time de Futebol Americano da temporada 2012. A menos de um mês do Super Bowl, já chegamos a rodada Divisonal dos Playoffs da NFL. É a fase onde os times classificados na rodada de Wild Card (a repescagem) enfrentam os dois melhores times de cada conferência na temporada regular, os dois melhores campeões de divisão.

No sábado, às 23h, horário de Brasília, com transmissões da ESPN e Esporte Interativo, Green Bay Packers e San Francisco 49ers fazem o segundo confronto entre ambos nessa temporada. Na Semana 1, deu Niners, em Green Bay, com placar de 30 a 22. Agora, o confronto é no lendário Candlestick Park, em SanFran, local onde Joe Montana fez história. Os Packers buscam a revanche. Os Niners querem provar porque são um dos principais favoritos ao título dessa temporada. Quem leva? Os números podem ajudar:

ESTATÍSTICA/TIME 49ERS PACKERS
Jardas Aéreas (Ataque) 206,1 jds/jogo (23º melhor) 253,1 jds/jogo (9º melhor)
Jardas Corridas (Ataque) 155,7 jds/jogo (4º melhor) 106,4 jds/jogo (20º melhor)
Jardas Aéras (Defesa) 200,2 jds/jogo (4º melhor) 218,3 jds/jogo (11º melhor)
Jardas Corridas (Defesa) 94,2 jds/jogo (4º melhor) 118,5 jds/jogo (17º melhor)

Olhando os números, algo salta rapidamente aos olhos: a defesa de San Francisco. Uma das melhores da NFL, a unidade defensiva do time da Califórnia joga no estilo old school: física, forte e pressionando rapidamente o QB. Quando o QB se vê muito pressionado e resolve entregar a bola para o corredor, bate numa verdadeira parede. No ataque, Frank Gore é um monstro: não tem medo do contato, não cai facilmente, tem velocidade e é uma excelente opção também para receber a bola. É sem dúvida um dos mais completos corredores da liga.

Green Bay começou muito mal a temporada, o que ajudou os números do time serem apenas medianos. O grupo de recebedores, quase quem sem sombra de dúvidas o melhor da NFL, sofreu com inúmeras contusões. O jogo corrido foi o “câncer” do time na temporada, sempre forçando Aaron Rodgers a lançar demais a bola. Mesmo assim, Rodgers (4.300 jardas, 39 TDs e 8 INTs) em mais uma temporada de candidato a MVP, levou o time aos Playoffs. Na rodada de Wildcard, a defesa parou Adrian Peterson e o jogo corrido dos Vikings, e Aaron Rodgers jogou muito.

Green Bay chega com moral, por vencer 8 dos últimos 11 jogos. San Francisco folgou na rodada de Wildcard, por ser o segundo melhor time da conferência, e contará com a força da fanática torcida, que pela primeira vez desde Steve Young, vê o time com reais chances de ganhar um título. E é em Colin Kaepernick que o time confia. O versátil QB, que se tornou fundamental no time ao revezar no ataque com o antigo titular, Alex Smith, e que agarrou para não soltar mais o posto de QB titular quando Smith sofreu uma concussão, é mais um representante da “nova era” dos lançadores da NFL. Kaepernick é um Option QB, que tem no jogo corrido uma de suas forças. Mas Colin também é um ótimo passador, e com Vernon Davis, Michael Crabtree e Randy Moss à disposição, ele pode ferir a defesa de Green Bay.

Maaaaaaaaas… Charles Woodson está de volta. Indiscutivelmente um dos melhores CBs da história da NFL, Woodson traz à defesa dos cabeças-de-queijo uma versatilidade difícil de se encontrar: CW21 é capaz de interceptar passes, pressionar QBs, derubar corredores, impedir recebedores e muito mais. Morgan Burnett também faz a secundária de Green Bay muito melhor. No front seven, Clay Matthews, A.J. Hawk e B.J. Raji pressionam muito o QB, e são mestres em impedir o jogo corrido.

No ataque, Aaron Rodgers, pela primeira vez em toda a temporada, tem todo o seu grande corpo de recebedores 100% saudáveis. Jordy Nelson, Greg Jennings, James Jones, Randall Cobb e Jermichael Finley formam um assustador grupo que, ao lado de Aaron Rodgers, podem facilmente dominar a grande defesa aérea de San Francisco. Outra boa notíca para o torcedor de Green Bay é que o ataque corrido finalmente está funcionando. DuJuan Harris, que há um mês atrás vendia carros em Jacksonville, e Ryan Grant tem feito o time funcionar no chão.

Quer mais uma boa notícia, fã dos Packers? O melhor defensor do adversário, Justin Smith, rompeu o músculo do tríceps, e jogará com apenas um braço. E é Smith quem mais pressiona o QB adversário.

Em suma, será um jogo físico, que dependerá muito das defesas. O time que conseguir manter o ataque adversário mais tempo fora do campo levará vantagem. E tendo todo o seu corpo de recebedores saudável, e com o jogo corrido funcionando, Aaron Rodgers e os Packers tem mais chances de vitória. Passar pelo Niners, em San Francisco, contra aquela torcida, será muito difícil. Mas a inexperiência de Kaepernick poderá ser um fator determinante, ainda mais se a defesa do time verde conseguir parar o jogo corrido de Frank Gore.

É aquele tipo de jogo com toda cara de prorrogação. E pelo jeito, terá. Façam suas apostas! Independente de quem ganhar, será um dos melhores jogos dessa edição dos Playoffs.

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